O desejo de mudar alguém pode ser um sinal de que talvez a mudança que falta é em VOCÊ!
- 20 de fev. de 2025
- 3 min de leitura
Já parou para pensar que dentro da expectativa de que o outro mude pode estar o medo de mudar a si mesmo?

Existem inúmeras pessoas que escolhem aguardar no outro a mudança ao invés de mudar a si mesmos, ou fogem de tomar a iniciativa de mudar a realidade que as deixam infelizes.
Pensando nesse contexto, é interessante citar a “Oração da Serenidade” escrita Reinhold Niebuhr, um teólogo americano:
"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras
(Reinhold Niebuhr, 1912)"
Normalmente usada em grupos de “autoajuda” das mais diversas pautas, sua principal mensagem é acolher a angústia daqueles que estão passando por uma situação que muitas vezes não conseguem controlar e precisam superar a si mesmos e as próprias frustrações para seguir em frente.
E tratando-se de relacionamentos, seja conjugal, no trabalho, na amizade ou na família, as diferenças e conflitos irão existir! Então é comum que o discurso: “seria tão melhor se ela(e) mudasse!” exista.
Assim que começam as cobranças por mudança, o que parece estar recheado de boas intenções: “é para o bem dela(e)!”; “é para o bem da nossa relação” etc., a longo prazo o efeito será o contrário:
Quanto mais pressão, cobrança ou reclamação, menos provável será que o outro mude. Além de distanciar, faz com que a mudança e a comunicação sejam cada vez mais complicadas e insuportáveis.
Por que isso acontece? Porque no desejo que o outro mude, você talvez esteja querendo anular algo que o outro não quer, ou ainda não esteja pronto. E isso denuncie em você uma “pessoa controladora”.
Será que a mudança que você tanto deseja na outra pessoa
causaria o impacto que tanto espera?
Entenda que você NÃO pode mudar essa pessoa, nem ninguém! A única mudança que pode é mudar a si mesmo... começando pelas escolhas!
Ao escolher reverter toda essa cobrança em atitudes diferentes, TALVEZ a pessoa escolha te acompanhar ou te respeitar mais.
E se isso NÃO acontecer? O mais indicado é aceitar que a outra pessoa é diferente de você e que muitas vezes não poderá te dar o que DESEJA.
Nessa situação, cabe a você refletir sobre o quanto aceitar essa realidade te trará paz para ficar ou motivação para sair! Além de te convidar a analisar essa necessidade (escondida) em adaptar-se em relacionamentos e espaços que não cabe mais ou que te machucam.
De fato, fazer a manutenção de uma relação é um grande desafio. E em algumas fases: desgastante e muito frustrante. Claro que isso não se aplica em aceitar comportamentos que prejudicam a sua própria saúde mental, emocional e física. O respeito e a construção de limites é uma condição básica para qualquer relacionamento.
E querer controlar, mudar o outro é o oposto de aceitar e respeitar. É importante que exista a aceitação de alguém pelo que é, sem querer moldá-lo ao seu desejo. Pois isso mata a individualidade do outro! E a sua também!
Por isso, para que esse processo que você se encontra no momento consiga encontrar um desfecho, lembre-se desses sábios apontamentos:
Aprenda a identificar todas as coisas que pode e não pode mudar.
Comece a aceitar as coisas e pessoas como elas são de verdade, e a partir disso, escolha se aquilo é ou não bom para você.
Para as mudanças que só dependem de você: tenha coragem. Na falta, busque por métodos que te encorajam.
Quando as dificuldades forem maiores do que você consegue enfrentar sozinho(a), peça ajuda!
Nem toda mudança trará paz de imediato, talvez você leve um tempo até encontrar seu equilíbrio novamente... e isso é completamento normal dentro do processo.
A mudança deve sempre COMEÇAR em você!!





Esse texto também poderia se chamar: "Um mergulho na oração da serenidade"! Você trouxe uma leitura muito interessante sobre mudanças. Valeu cada palavra, frase e parágrafo. Parabéns pelo texto e obrigado pelas reflexões.